Tongariro
A trilha para Tongariro, muito popular entre os montanhistas, leva a uma paisagem vulcânica tão colorida que parece falsa. As erupções “pintaram” a paisagem estéril, criando uma paleta de tons terrosos. Da borda de uma boca de vulcão sugestivamente nomeada de Cratera Vermelha, erguem-se paredes rochosas compostas de lava basáltica, ao mesmo tempo frágil e resistente. Normalmente cinza ou preta, essa lava acabou oxidada, ganhando colorações que vão de vermelho-sangue ao castanho-chocolate.
O maciço vulcânico de Tongariro ergue-se majestoso, no meio da Ilha Norte da Nova Zelândia. Desde tempos imemoriais, essas montanhas têm sido símbolo de identidade e do orgulho do povo maori. Em 1885, Tukino IV, líder dos maoris, expressou sua preocupação de que os europeus tomassem a região: “Tongariro é meu antepassado, meu tupuna; é a minha cabeça, as minhas forças giram em torno de Tongariro. Aqui descansam os ossos de meu pai. Depois que eu morrer, qual será o seu destino?” Tukuriro queria impedir que a terra fosse loteada e vendida como propriedade privada. Sua intenção era que Tongariro pertencesse ao povo da Nova Zelândia. Apenas dez anos mais tarde, a coroa britânica designou a área como parque nacional, o quarto a ser criado do mundo.
O botânico John Bidwill atiçou a ira dos maoris em 1839, quando se tornou o primeiro europeu a subir o Ngauruho e, o mais simétrico vulcão do maciço, com 2.291 metros de altura. Depois dessa viagem, definiu a cratera como um abismo ameaçador: ele afirmou que todos os lados do vulcão estavam instáveis e que os vapores impediam que se visse o fundo da cratera.
Hoje a escalada da íngreme encosta de 600m pelo lado norte nos leva a duas cavidades – uma pequena cratera dentro de uma maior, com cerca de 200 metros de diâmetro. O Ngauruhoe é um vulcão relativamente novo, de apenas 2.500 anos. Costumava ter poderosas erupções de cinzas a cada nove anos, mas o ciclo já se quebrou – a última ocorreu em 1975.
A magnitude e os formatos estranhos da Cratera Vermelha são espantosos. Esse vulcão entrou em atividade há 10 mil anos. Mais adiante novas sensações esperam o visitante. Há manchas amarelas brilhantes feitas de enxofre e, em seguida, os Lagos Esmeralda, duas piscinas cujo verde-vivo é explicado por uma infiltração mineral. Esses lagos em miniatura parecem e são tóxicos: o vapor sobe dos buracos no cascalho ao redor , mas a água é bem fria. Na sequência, está o lago da Cratera Azul. O lugar revela uma bacia com água tão azul que parece ter corante. Ao Sul do Tongariro, reina o maior e mais ativo vulcão do parque nacional, o Ruapehu, com 2.797 m de altura. Em sua face norte, um centro de esqui continua operando, embora o vulcão tenha entrado em erupção seis vezes desde 1945. O Ruapehu é explosivo por conta de seu gasoso magma andesítico, que contém dióxido de enxofre. Campos de gelo permanente cobrem a parte de cima do vulcão, mas lá embaixo, na cratera, há um lago de água quente.
Vamos ver de perto esse incrível fenômeno da Natureza, em Tongariro!
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