Atacama
O Deserto do Atacama se localiza no norte do Chile até a fronteira com o Peru. È um dos lugares mais áridos do mundo. Este um deserto tem de 600 a 700 milhas (1.000 a 1.100 km) de comprimento de norte a sul. Seus limites não são exatamente determinados, mas situa-se principalmente entre a curva sul do rio Loa e as montanhas que separam as bacias de drenagem Salado-Copiapó. O deserto de Atacama faz parte da franja árida do Pacífico da América do Sul. A subsidência seca criada pela célula de alta pressão do Pacífico Sul faz do deserto uma das regiões mais secas do mundo. Ao longo da costa a aridez é também a consequência da Corrente do Peru (Humboldt). Os habitantes originais da região eram os Atacameños, uma cultura indiana extinta diferente da dos Aymaras ao norte e dos Diaguitas ao sul.
A área foi uma das principais fontes da riqueza do Chile até a Primeira Guerra Mundial. Os depósitos de nitratos na depressão central e em várias bacias do litoral foram sistematicamente minados após meados do século XIX. Os portos foram construídos em Iquique, Caldera, Antofagasta, Taltal, Tocopilla, Mejillones e, mais ao norte, Pisagua, e ferrovias através das montanhas para o interior. O desenvolvimento de métodos sintéticos de fixação de nitrogênio tem, desde então, reduzido o mercado para um regional. Algum enxofre ainda é extraído na alta Cordilheira. Entretanto, a principal fonte de receita da região é a mineração de cobre em Chuquicamata, na bacia de Calama.
Algum cultivo em forma de fazendas é formado nos oásis do rio do deserto, mas isso só apóia alguns milhares de cultivadores tradicionais. Os limões são cultivados em Pica, e uma variedade de produtos são cultivados nas margens dos salgueiros em San Pedro de Atacama. Em Calama, perto de Chuquicamata, a água do rio Loa irriga os campos de batata e alfafa
Uma região que produz pouco além de frio, calor e pó. Pouca vida, poucas plantas, poucos insetos... Mesmo assim, é fantástico! O céu limpíssimo, ideal para pesquisas astronômicas, emoldura paisagens variadas: dunas, lagoas, vulcões, solares, gêiseres... A sensação é a de pisar em solo alienígena. Uma imensidão plana como mesa de sinuca, onde monumentos de pedra se elevam, solitários. Piscinas naturais de água fervente expelem colunas de vapor no ar gélido. Fontes de águas termais brotam do interior de um cânion. No horizonte, vulcões ativos soltam fumarolas e desafiam os trekkers mais audazes. O Atacama fascina.
Para chegar, você desembarca no aeroporto de Calama, passa pelo chamado Vale da Morte, com cenários de ficção científica, e se instala em San Pedro de Atacama. Trata-se de um vilarejo minúsculo a 2.400 m do nível do mar, surgido na década de 1960 para servir como ponto de parada para as comitivas de gado que vinham da Argentina. Daquele tempo, sobraram as ruas de terra e as casas rústicas. Mesmo assim, há boa estrutura, com os muitos hotéis denominados ecolodges - pequenos, confortáveis e sem ostentação - , onde a rotina dos hóspedes é pra lá de simples: levantar cedo e passear. Os guias oferecem até 370 rotas diferentes!









