Parque Nacional de Kaziranga
Quando o Sol se levanta atrás da colina de Mihimukh, é hora de subir no lombo dos elefantes. No Parque Nacional de Kaziranga, em Assuan, o transporte de quatro patas é o mais eficiente na travessia do mato e dos pântanos úmidos. Além disso, a experiência ganha em autenticidade, pois o elefante-asiático habita a região há milhares de anos.
O Parque Nacional de Kaziranga fica em uma planície de inundação, ao longo do rio Brahmaputra. É formado por pastagens, florestas abertas e pequenos lagos conhecidos como Bheels. Em período de enchente, 75% da área fica submersa. A vegetação do parque é formada por capim—elefante, que chega até 6 metros de altura, nas áreas mais elevadas do lado oeste.
Por que visitar o Parque Nacional de Kaziranga?
O parque desenvolve um trabalho de preservação de pelo menos 15 espécies ameaçadas de extinção. O parque reúne 1.250 rinocerontes-indianos, 60% da população mundial desses animais e um número similar de elefantes asiáticos selvagens. Tigre, leopardo e urso-beiçudo também são vistos, assim como ungulados como o bisão-indiano, o cervo-sambar e o barasingha. Cerca de 300 espécies de aves habitam o parque, das quais pelo menos 100 são migratórias.
Bisões selvagens chafurdam em pequenos lagos de Kaziranga, e na campina os visitantes são observados por barasinghas, um tipo de cervo do pântano. Imergimos num matagal de 6 metros de altura, que pode esconder tigres, rinocerontes e caçadores armados. De repente, um imenso rinoceronte-indiano olha em nossa direção. Seu couro parece uma armadura fixada ao corpo com parafusos, dando-lhe um aspecto de um tanque pré-histórico de duas toneladas. O chifre do animal, considerado afrodisíaco, custa uma pequena fortuna no oriente. Por isso um dos trabalhos desse parque é proteger esses animais da caça predatória. Karazinga ganhou um prêmio da WWF (Wold Wildlife Fund) pelo audacioso trabalho, realizado em condições adversas e sem grande apoio do Estado.









